quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Visões do mundo em 5 minutos - Últimas Impressões
Utilizando nossa vã filosofia para tentar mesmo que inutilmente,abarcar o arcabouço de experiências vividas nesse dias fragmentados em vídeos de 5 minutos, digo que a perfectível junção de sons, imagens, ídeias, gostos, sabores marcou essa exposição frenéticamente deliciosa, pórem acho que os criadores e suas respectivas equipes devem prestar mais atenção ao fechamento dos vídeos, pois toda grande obra deve ser fechada esplendidamente, comprovando isso foi o arremate do prêmio Walter da Silveira pelo vídeo Voltage, único na minha ótica que trouxe além desses elementos um fechamento honroso, digno das grandes obras,além disso a produção do festival esteve a altura, a mostra de Roque Araújo trouxe um tom de saudosismo ao evento, e as oficinas a interação necessária entre as novas mídias, tais quais os jogos eletrônicos e as novas formas de captura de imagens como celular e a produção audio visual do séc XX.
No mais , destaco o comportamento, como vamos dizer..., diferente do público baiano, já que a cada vídeo mostrado, aconteciam ovações, assim como nos espetáculos de música clássica que ocorrem na cidade,dos padrões instituídos para os referidos espetáculos..., mas isso deixo para as Glórias Kalil da vida...
Concluo dizendo - que além da satisfação que tive do encontro com nossa professora Cecília de Paula numa das noites do festival - que espero ansiosamente pela próxima edição, pois quero sempre estar de camarote nessa busca inveterada e enloquecedoura pela plenitude da vida, mesmo que seja em doses homeopáticas de 5 minutos...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Entendendo a visão alheia em 5 minutos - Primeiras Impressões
Como tomei a inciativa de ser os olhos do grupo no Festival, vou encarnar a mulher que se torna a visão de toda uma cidade no best-seller livro de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira,não sei se será proveitoso, mas vamos tentar...
Assisti 33 filmes em 2 horas, e saí com a impressão de que nós enquanto seres criadores estamos a cada dia melhores, quem sabe chegando no limiar da loucura de buscar a perfeição, esse ente inatingível que imprimi sentido a nossa jornada, poderia comentar todos eles, mas a paciência do leitor é menor do que a duração desses filmes, então vou me reter a alguns, como por exemplo os documentários trazendo a nós uma realidade esquecida do grande público como a vida e obra da cantora baiana Cassandra StockField, alguém conhece? , ou as injustiças sociais como no caso de Mãe Preta e do protesto solitário de mais um possível injustiçado brasileiro, junto a isso inúmeros curtas da Mostra Múmia, que trazem idéias, pensamentos, conceitos intrínsecos numa variabilidade de imagens,sons, histórias..., concluindo, digo que 5 minutos têm exatamente 300 s, tempo suficiente para a luz percorrer a circunfêrencia da Terra 2250 vezes, ou seja cabem nesse tempo muito mais do que supõe nossa vã filosofia...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Sobre as viagens que não fazemos...
domingo, 9 de novembro de 2008
Dias Imagéticos. tempo dos 5 minutos!!!
também curto muito essas nossas andanças e tod@s as aprendizagens que dela decorrem, correm escorrem e permanecem... a vida é assim e saber olhar, refletir, criticar, respeitar, criar, re-criar e re-produzir...
Senti falta de tod@s essa semana, embora tenha esbarrado com muit@s neste tempo.
Então, se liguem, até quarta tem muita coisa rolando no ar, em 5 minutos. Quem puder vá ver e conferir e, na quarta, avisa pra gente como é as histórias se passam em minutos de vidas, vôos, devaneios ou documentos identitários, viários ou telegráficos... a Imagem em 5 minutos! Começa em 10 e termina só quando a gente puder participar também. Beijo grande e boa lembrança do Parque, de Catu, das ruas do Pelô e das viagens por outros lugares pelos olhares alheios tão cheios de cor, forma, sabor...
Cecília
mais um Diálogos
criss
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Sobre as fotos que tirei em Catu, não as fiz visando arrecadar dinheiro. Um morador da Ilha, quando fui tirar foto de um grupo de amigos em que ele se encontrava, inclusive, brigou comigo por causa disso, disse que eu queria usar a imagem dele para ganhar dinheiro e que não daria nada em troca a ele. Estou chamando a atenção do grupo para este fato porque não sei o que será feito com as minhas fotos depois. Vou cedê-las gentilmente para as pessoas da nossa turma, avisando que elas estão sob vigência da licença creative commons. Aconselho a todos que se informem sobre o que é isso e se integrem a essa filosofia de vida social / profissional. Salve Antonio Olavo!
Explicação simplificada sobre o sistema de licenciamento dos Direitos Autorais através do selo internacional do Creative Commons.
http://www.creativecommons.org.br/
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Visita que não fui
Nossos Quilombos
Se o objetivo do trabalho foi trazer um pouco mais de informações sobre as desconhecidas comunidades remanescentes dos quilombos, ele conseguiu atingir esse objetivo.
De acordo com o cineasta Antonio Olavo, o conhecimento que se tem sobre quilombos é basicamente histórico, havendo poucos estudos com caráter antropológico e etnográfico. Diante da enorme carência de informações atuais sobre o tema, este documentário surge como um instrumento que busca contribuir com a valorização da memória negra da Bahia".
Além de revelar o caráter histórico de um povo esclarecendo seus percursos, o documentário também impressiona ao mostrar os valores, muitas vezes contraditórios à ordem capitalista, das pessoas daquelas comunidades.
Esses valores podem ser evidenciados na fala de um homem quando afirma que, o lugar onde ele mora é o paraíso, onde tem comida e trabalho para todos. Basta que o cidadão queira! Ao falar isso, imaginei que esse rapaz não conhecia os prazeres que um lugar civilizado poderia proporcionar. Contudo, ele declara que não trocaria este paraíso por uma cidade como Salvador. Este é um exemplo claro de como são enraizados os valores desse povo.
Assistir Quilombos da Bahia foi sem dúvida uma experiênica riquíssima.
Aline Costa
A valorização do ser humano - Comentário sobre filmes
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Vi, li, ouvi e adorei!
Então, vi, li, ouvi e adorei! Percorri algumas pedras neste caminho e dele guardo a beleza imagética do encontro: encontro com a natureza, com o popular, com a sabedoria do povo, a beleza e simplicidade da vida; a complexidade da análise política; a realização de fazer cinema; o conhecimento tratado e veiculado...
Ufa, tantas e tantas pedras que comço a pensar que devemos compartilhar mais... conosco e com os demais todas as novas descobertas, ainda cobertas, ainda a descobrir... beijos e até esta quarta...
talvez registrando um pouco mais os caminhos, as pedras e as paisagens dos caminhos... também as pessoas e a luz que as iluminam sempre e mais. beijo,
Cecília de Paula
Êta fime bom!

Roque iniciou a conversa contando um pouco de sua história. Relatou como começou a sua caminhada no cinema como eletricista. Não conhecia muito sobre o cinema Baiano nem Brasileira, a partir desta conversa fui entendendo a importancia de Clauber e outros que através do cinema se expressaram. Roque é uma figura que não parou no tempo nem em uma mesma função, ele sempre buscou aprender um pouco de tudo e hoje é cineasta. Ele realata as história com grande paixão, pontuando sempre a importancia e a sua grande amisade com Galuber. Nessa tarde entendi porque o cinema nacional estava sempre representado por um pequeno grupo, segundo ele a Embrafilm beneficiava apenas um pequeno grupo que tinha grande influência e por isso recebia grandes incentivos para produzir seus filmes, e que também algumas produções não eram realizadas, ou seja o dinheiro... enfim, sumiu... Mas que hoje o Ministério da Cultura incentiva as produções através de editais que abrange vastas categorias. Roque pontua que o cinema para ele contribui muito na educação e e exemplificou alguns projetos. No final do encontro Roque nos apresentou o acervo com equipamentos de edição antigos doados que em breve ira compor o Museu do Cinema. Foi uma tarde muito agradável e produtiva que contribuiu muito, pois não tinha noção da complexidade da edição de um filme nem a variedade dos equipamentos utilizados na filmagem.
Fernando Lemos
domingo, 26 de outubro de 2008
Quilombos da Bahia
Eles nao vivem para trabalhar, mas trabalham pra viver!
Interessante esse sincretismo religioso que pudemos ver na apresentaçao do filme, numa mistura de um povo que acredita, que tem fe, um povo que vive suas proprias crenças!!!! Um povo que vive sua propria natureza!!!
Ass. Carol Castro
Para as monitoras
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
O Documentario Estamira, é impressionante! Não tinha a noção do que pode ser dopositado em um lixão, muito menos da concepãço de vida que as pessoas levam naquele ambiente. Uma cena que me marcou muito foi um corpo de um animal que sendo depoisitado no lixão e logo em seguida surge imagens de uma corpo humano coberto por uma lona preta. Me lembrei das ossadas que foram depositadas num lixão. Acho que no RJ. Confesso que essas imagens me chocaram muito. Não consegui assistir até o final, pois é muito forte. É outra realidade dentro da nossa realidade.
Fernando Lemos
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Uma conversa com Roque Araújo...
Eu nem imaginava que naquele local, funcionava um espaço de edição de filmes.
Me surpreendi ao saber o quanto Roque Araújo foi e ainda é importante para a história do cinema brasileiro, digo isto porque não tive oportunidade de conhecer essa pessoa ilustre antes. Confesso nunca ter escutado falar teu nome, apenas Glauber Rocha, e me pergunto porque tantos nomes importantes a nós nos é negado conhecer?
O cinema novo veio para revelar os acontecimentos políticos e sociais que o país vivenciava.
A exposição feita foi bastante enriquecedora, com sua simpatia Roque nos contou sobre sua vida ao lado de Glauber Rocha, seus filmes e como algo inédito, nos surpreendeu ao dizer ter sido um dos cangaceiros do filme "Deus e o diabo na terra do sol"(Glauber Rocha).
Nos explicou que o Brasil precisando de matéria- prima do EUA, para editar e lançar filmes, se percebeu num apuros, já que o custo era altíssimo e como saída decidiu então lançar filmes pornô, o qual o custo era baixo.
Roque estimulava o tempo todo a fezermos perguntas a ele, afinal muito tinha para nos enriquecer. Segundo o mesmo, o cinema é um meio de educar e contribui de forma significativa para a formação do indivíduo.
O investimento para edição e lançamento de filmes no Brasil sempre foi mínima, a década de 80, por exemplo, ficou conhecida como o " câncer do cinema brasileiro".
Tivemos contato com as primeiras câmeras de filmar, muito pesada e grande, fizemos um percurso histórico e observamos o efeito da tecnologia e da modernização nesse ramo.
Posso dizer diante de tudo que visualizei, que Roque Araújo é um especialista quando o assunto é filmes, que suas contribuições foram grandes e que todos deveriam ter a oportunidade de conhecê-lo, pois precisamos valorizar e dá mais importância aos filmes brasileiros.
Maiara Damasceno.
Catu
sábado, 18 de outubro de 2008
Reflexões de uma leiga
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Visita ao Dimas - Conversa com Roque Araújo
terça-feira, 14 de outubro de 2008
A mensagem
A mensagem
John Done
Devolve os pobres olhos que perdi
E que te habitam, desde que te vi.
Mas se eles já sofreram tal castigo
E tantos danos,
Tantos enganos,
Tal rigor,
Que a dor
Os fez inutéis, guarda-os contigo.
Devolve o coração que te foi dado
sem jamais cometer qualquer pecado.
Porém, se ele contigo já aprendeu
Como se mata
E se maltrata
E se tortura
Uma alma pura,
Guarda, também, esse ex pedaço meu.
Melhor, devolve os olhos e o coração,
Para que eu possa ver a traição,
E possa rir, quando chegar a hora
De te ver
padecer
Por alguém
que tem
Um coração como o que tens agora.
CRISS
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Sobre Pronzato e seus documentários
Bem, achei a contribuição de Carlos Pronzato na aula da semana passada enriquecedora.
É muito bom ter contato com pessoas que executam trabalhos tão interessantes e proveitosos que promovam também conhecimento.
Gostei bastante e gostaria mais ainda se tivéssemos mais momentos como este. O trabalho que ele realiza é digno de nota.
A revolta dos Pinguins por exemplo, mostrou-se de uma relevância incrível pelo fato de informar, contextualizar e mobilizar uma sociedade inteira ultrapassando fronteiras.
Esse tipo de documentário é especialmente importante porque mostra a força que tem a juventude e até onde ela pode chegar guiado por seus ideais. Além disso, esse tipo de documentário tem o poder de mobilizar através da razão e da emoção todos que legitimam a causa, gerando uma reação em cadeia.
Motivos não faltam para que esse tipo de trabalho seja divulgado e discutido da melhor forma possível.
Aproveito para agradecer àqueles que nos permitiram entrar em contato com Carlos Pronzato, que é uma pessoa que realiza um trabalho fascinante.
Aline Costa
Experiência do filme Amélie Poulain
Esse filme conta a história de uma jovem que veio do subúrbio e se muda para a cidade de Paris, resolve ajudar as pessoas que a cercam através de pequenos gestos. É um filme que traz sensações muito agradáveis pra quem assiste. Mostra também uma forma lúdica, leve e simples de resolver os problemas cotidianos. Além disso, ele passa uma mensagem muito bacana de valorização das coisas elementares da vida. Assistam! É uma experiência para vida toda. Recebeu 5 indicações ao Oscar.
Aline Costa
Helpe-me girls
Ilha das Flores
Foi um filme muito interessante, devido sua auto critica em relaçao ao encefalo desenvolvido no homen, ao passo que nos fez perceber a gravidade das condiçoes sub-humanas que muitas pessoas enfrentam em uma situaçao de fome e miseria.De certa forma ocasiona uma sereie de fatores que se interligam, mas que no fim acaba por conferir essa situaçao degradante do ser humano. Onde pois, esta a liberdade que o homem com seu grau de inteligencia altamente desenvolvido possui? Que liberdade é essa onde o ser humano é submetido a condiçoes subhumanas?Que homem entao é esse? Que humanidade é essa?
Humanidade
Fiquei chocada com o poema de B
A
N
D
E
I
R
A
Podem me chamar de romântica idealista, o que for, mas não consigo entender o progresso ao lado de tanta miséria. É o capitalismo... dizem. Pois é, mas a miséria persiste em outros sistemas de governo, mesmo aquela que não te deixa livre para caminhar por onde queira. Infelizmente enquanto não houver uma educação voltada para os valores essenciais, os homens continuarão vivendo na miséria, na fome de alimento, de cultura, de liberdade de expressão. Enfim na fome de SER MAIS.
